quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Os reis Magos

Uma estória narrada por Fewbior, o bardo.
Eras atrás, muito antes das grandes batalhas contra os Kandors, existiram no continente vermelho, quatro famosos reis que se entregaram ao caminho da magia. Seus nomes eram; Zambualú, Dishar, Kalieslym e a rainha Sanozama. Juntos eram os mais poderosos magos do continente. Eram inimigos declarados de Kuran. Se, possuíam desejos de justiça ou inveja, não se sabe.
Zambualú era um forte homem negro. Reinou em Cananor com bondade e sabedoria para com seu povo. Um homem viril. Amante das mulheres e da vida. Também um mago determinado. Até mesmo quando sua pele começou a enrijecer como pedra ele não desistia de sua magia para o benefício de seu povo. Dominava os caminhos mágicos da terra e das plantas. O solo tremia diante dele mais também germinava as sementes que seu povo plantava.
Dishar era um silberiano de pelagem escura. Destinado a ser mago pelos costumes de seu povo. Possuía uma paciência invejável, o que lhe rendeu vários méritos como mago e garantiu lhe o título de “chakar” (chakar é o correspondente a rei em Silber-Gor). Era um mestre na meditação. Seus caminhos eram o ar e a luz. Viveu apenas trinta anos, morrendo cego e com problemas respiratórios. Contudo os seus feitos se tornaram lendários e são descritos até hoje.
Kalieslym era nobre e sábio. Tornou-se rei em Hellin-Odel muito jovem porem viveu pouco para o padrão dos humanos. Um desafiador do desconhecido e observador das estrelas. Sua vida era dedicada a proteger seu povo e a estudar as artes mágicas. Seu caminho era o fogo e com o fogo ele combateu o ataque de Strygum, um famoso dragão perverso daquela época. Também se dedicou no caminho da magia referente a humanos, pois precisava sarar a si mesmo de suas chagas que brotavam em sua pele em forma de dolorosas queimaduras. Dizem que ele morreu em uma explosão em sua torre causada por um rito. Seu corpo nunca foi encontrado.
Sanozama foi uma rainha misteriosa. Dizem que ela era má. Seu povo, os stavianathos, a temiam. Ela era uma mulher linda e muitos reis propunham uma união nos laços do matrimonio, em vão. Seus pensamentos estavam voltados apenas para os caminhos da magia, que eram das trevas e da água. Era uma feiticeira de prestígio em seu reino, fato que afastava os inimigos. Dizem que certa vez matou todo um acampamento militar envenenando a água que bebiam. Ocultou se nas trevas da noite e entrou e saiu do acampamento sem ninguém perceber. Ela desapareceu aos quarenta e cinco anos. Dizem que as trevas envolveram seu corpo. Como ela não tinha herdeiros, ela foi a ultima de sua linhagem a reinar em Stavianathos.
Mas, o que esses reis magos possuíam em comum? Bem, meus caros, cada mago possuíam um artefato místico de poder. (para efeito de jogo os artefatos possuem três pontos de magias extras que podem ser utilizados por qualquer um sem que sofram as seqüelas da magia.)
Zambualú possuía um machado de guerra capaz de abrir uma fenda no solo com um só golpe. Dishar possuía um cajado com o qual era capaz de controlar os ventos sendo possível até mesmo levantar pequenos vôos. Kalieslym possuía uma espada flamejante com a qual enfrentou Strygum, o dragão. E pelo que dizem essa espada tem o poder de defender chamas de dragões. Sua espada também possui uma bainha mágica que mantinha a espada sem poderes mágicos, ou seja, quando ela estava embainhada não emitia sinais de magia sendo impossível detectá-la com poderes de detecção de magia. E por fim, Sanozama possuía um arco capaz de transformar todas as flechas lançadas por ele em flechas envenenadas. O veneno das flechas é mortal e somente uma segunda flechada possui o poder de anular o efeito da primeira flechada.  
O que aconteceu com estes artefatos mágicos? Bem meus amigos, isto ninguém sabe, mas ouvir um boato que Pendrion, o rei de Thur-Hurker, tem informações do paradeiro dos artefatos e está oferecendo uma enorme recompensa para quem se aventurar em conseguir encontrar estes artefatos para ele.
Fim.???


quarta-feira, 24 de julho de 2013

A História de Stronwner

Stronwner correu em direção à vila temendo o pior. Sabia que se os elfos negros tivessem escolhido o caminho do vale estreito provavelmente se deparariam com o vilarejo. Seria um total massacre. Inevitavelmente começou a lembrar das antigas histórias da infância. Rituais macabros feitos em noites em que as duas luas estavam maiores. Um rito de morte. Um insulto à deusa.
“_Tenho que avisar a população.” Pensava enquanto corria desesperado. A lembrança de sua irmã brincando dentro do cercado próximo a cabana enchia seu coração de tristeza e angustia por pensar no pior.
Era uma noite fria e escura. Seus olhos mal conseguiam enxergar o caminho que já percorrera tantas vezes. Cada passo parecia uma eternidade. Seus olhos estavam embaçados pelas lágrimas que escorriam de seu rosto. Stronwner não sabe no que tropeçou. Quando se deu por si já estava em queda livre barranco abaixo. Seu corpo rolava e todo esforço para parar era em vão. Sua última visão foi uma pedra enorme incrustada ao solo que veio em direção ao seu rosto provocando lhe uma terrível lesão no rosto e um nocaute inevitável.
Quando acordou a luz de Álax queimava em seu rosto. A claridade do dia agredia sua visão. Foi uma fração de segundo para o pânico dominar sua mente e ele correr novamente em direção ao vilarejo. Não sabia por quanto tempo ficara desacordado, mas se agarrava aos últimos vestígios de esperança. Em vão. Quando avistou os primeiros sinais de fumaça deve certeza do inevitável destino de seu vilarejo. Começou a gritar e chorar enquanto seus pés fraquejavam. Corpos carbonizados, mutilados e visivelmente torturados formavam uma pilha no centro do vilarejo destruído. Caiu diante do que outrora fora seu lar e ali permaneceu chorando até o anoitecer. E seu pranto adentrou a noite e raiou o novo dia. 
“_Por quê? Deuses qual ofensa nós pobres camponeses poderíamos ter feito a vocês?” Questionava em voz alta.
Depois de muito chorar, levantou se e começou a andar. Andava sem rumo, a esmo. Se alimentando raramente. Sua barba se tornou espessa, seu corpo sujo. Nas ruas de Lineaton (cidade de Hellin-Odel) viveu como indigente por cinco anos até que certo dia, ao acordar ainda com a cabeça doendo por causa do excesso de bebida do dia anterior, viu um homem lhe estendendo a mão.
“_Vá se ferrar... não preciso de ajuda.” respondeu asperamente ao homem que lhe estendia a mão.
Este por sua vez, tirou o capuz que cobria parcialmente seu rosto revelando um rosto jovial e sorridente. Com cabelos dourados e olhos esmeraldas. Mas foi as orelhas pontudas que fez Stronwner relembrar do passado com desgosto.
            “Elfo desgraçado... foi tua laia que destruiu minha família.” Esbravejou golpeando em direção ao elfo que rapidamente se desvencilhou do golpe recuando para trás como que tivesse flutuado no ar. Obviamente fora os elfos negros, que em nada mais se aparentam aos elfos, que destruíram o vilarejo de Stronwner. Mas o ódio alimentado por anos entorpecia a mente de Stronwner.
            O elfo sem jamais parar de sorrir amigavelmente fez um gesto com as mãos e disse “_ Alinahar Omenoer Dalla”. Imediatamente Stronwner se acalmou e reconheceu que aquele elfo em nada se parecia com os elfos que trouxeram lhe tanta tormenta.
            _Venha irmão, Iévine viu sua dor e compadeceu de ti. Disse o elfo estendendo lhe à mão. Stronwner não sabe ao certo porque segurou a mão do elfo, mas o seguiu.
            Aquele elfo era Glorderfyn, o alto sacerdote de Iévine na ilha de Celetrion.  Stronwner aceitou ser um sacerdote de Iévine e o próprio Glorderfyn foi seu mestre. Em seu íntimo, Stronwner queria apenas ficar mais forte e ter poder para um dia vingar seu povo.
            Dezoito anos se passaram. Stronwner se tornou um grande clérigo de Iévine. Ajudou famílias que como a sua haviam vivido os terrores de um massacre. Lutou contra ordas de orcs e outras criaturas que ameaçavam a vida pacífica dos mais fracos.  Foi representante eclesiástico perante reis para a promoção da fé em Iévine e ajudou a fundar vários templos da deusa em Hellin-Odel. Os anos haviam cicatrizado sua dor. E fazer o bem aos outros curou sua alma.

            Certo dia, ao caminhar pelos bosques no raiar do dia, ouviu um grunhido melancólico que vinha de traz de uma enorme pedra. Ao averiguar o que se tratava se deparou com um elfo negro preso pela perna em uma armadilha feita para capturar ursos ou criaturas de semelhante porte. Verdade era que o elfo negro jamais conseguiria desvencilhar da armadilha sem ajuda. A criatura resmungava de dor e incomodo causado pela claridade do dia que é um verdadeiro tormento a sua espécie. Primeiro Stronwner pensou que poderia ser uma recompensa da deusa por seus anos de dedicação e que pelo menos poderia ter uma vingança simbólica. Mas ao ver aquela criatura infeliz que agora lamentava sua sorte com múrmuros chorosos percebeu que não se comprazeria com a vingança. Stronwner era um homem mudado. O elfo negro se encolheu temendo o pior quando Stronwner se aproximou. Para a surpresa da criatura Stronwner empenhava toda sua força para tirar o elfo da armadilha. O elfo arregalou os olhos sem entender mais logo começou a fazer força também e juntos conseguiram libertar a perna do elfo negro. A felicidade estampada no rosto do elfo negro era visível. De repente ele pulava de alegria ignorando a dor de sua perna. Stronwner sorriu ao ver a felicidade da criatura. O elfo sorriu e se curvou em agradecimento a Stronwner mais ao se erguer novamente seu sorriso se transformara em um grito de ira e com um punhal que trazia escondido em suas vestes golpeou Stronwner no peito perto do coração. Stronwner que fora pego de surpresa caiu ao solo e o elfo negro saiu correndo soltando gargalhados jubilosas pelo seu feito.
            Stronwner acordou com um homem lhe dando água para beber. Ele bebia com dificuldades.
            _Sabes que morrerás, não sabe? Perguntou o homem que segurava seu rosto para apoiar sua boca no gargalo do odre de água. _As lâminas dos elfos negros são envenenadas.
            _Sei... hurrrg, obrigado ir...mão. Eu...
            _Não sou seu irmão. Batalhamos com esses elfos negros a noite toda, algumas milhas daqui. Estávamos assistindo a esse infeliz se debater diante da luz, pois seria certo que morreria. Mais aí você apareceu e cometeu aquela tolice.
            Ao olhar ao redor viu outros homens igualmente vestidos. Com armaduras e capas vermelhas. Reconheceu o símbolo que ostentavam no peito. Eram sacerdotes de Bël-Teâncun.
            _Se lhe serve de consolo, nós matamos o infeliz que lhe causou tal infortúnio. Disse o homem que era alto e forte com rosto severo e cicatrizes espalhadas pelo braço.
 Aquele homem era Benranur, Grande sacerdote de Bël-Teâncun.
 _Agora percebes que tolice foi sua vida sendo devoto de uma deusa tola? O mal destruiu esse mundo e a única solução será a destruição de tudo para que possa haver um recomeço da vida onde esses males não existirão. Falava Benranur. _Agora retornas ao vazio sem nada como recompensa.
_A vida ...que vivi, as pessoas que salvei... e os sorrisos que pude ..hurrrng..verrr. O nascer de uma criança e a alegria da mãe.... O cantar dos pássaros. A força ... que adquiri quando superei ..hurrrg ...uma grande perda... irmão,...que recompensa poderia eu querer?? A vida em si é a maior... recompensa... Acabo feliz, pois tive e pude proporcionar..aarrgh.. a muitas...pesso...ass , momentos felizes.
E segurando firmemente o braço de Benranur Stronwner disse:_ Irmão... tenha fé na vida. E dito isso morreu.
Benranur ergueu o corpo de Stronwner e o levou até as portas do templo de Iévine. Lá chegando os sacerdotes de Iévine ali presentes quiseram agredir Benranur, pois acreditavam que ele era a causa dos ferimentos de Stronwner e que aquilo era apenas um grande insulto e uma batalha parecia eminente, pois os sacerdotes de Bël se prontificaram para defender o seu líder. Todavia Glorderfyn entreviu, pois era seu dom saber tudo antes que qualquer um falasse algo. Ele recolheu o corpo de Stronwner dos braços de Beranur e disse.
_Obrigado irmão. Isto foi um ato de bondade.
_Entenda como quiser. Eu apenas admiro um homem que acredita em seus ideais mesmo diante do fim. Respondeu Benranur e saiu seguido por seus homens.
Esta foi à história de Stronwner, sacerdote de Iévine. E quem o conheceu diz que ele era um bom homem. 

                                                                                                                                                                                     Fim


segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Fantasma de Fogo

E aí, rpgistas? Tudo beleza??? Primeiramente peço desculpas pela demora nas postagens. O que era pra ser semanal está se tornando mensal. Mas é por causa dos meus estudos e espero compensá-los com essa boa estória sobre os silberianos (a raça felina de Eralfa). Junto com ela coloquei uma ficha de caçador silberiano no sistema Daemon para vocês utilizarem em suas próprias cronicas. Uma boa jogada aos fãs de rpg e de leitura. Boa leitura a todos.

                O fantasma de fogo
 Do alto de uma árvore o jovem silberiano observava a movimentação na estrada abaixo. Era a chegada dos caçadores com o resultado de uma semana de caça. Eleshy não via à hora de reencontrar com seu pai, o chefe dos caçadores.  Eleshy pulou de um galho ao outro com velocidade felina. Agarrando-se a um galho com sua cauda e rodopiando no ar se deixou cair em queda livre em direção ao chão detento à queda apenas no último segundo arranhando o tronco da árvore com suas garras afiadas no processo.
   O jovem silberiano atravessou o pequeno vale verdejante em poucos segundos. Seus pulos largos demonstravam toda sua juventude silberiana.
  _Pai,... Pai! Como foi a caçada? _Perguntava o jovem ansioso. O pai do garoto apenas o encarou com um olhar de reprovação. Foi quando o garoto silberiano se deu conta dos fatos. Todos os caçadores estavam em pesaroso silêncio. Dentre eles estava Kwoshy, um reconhecido caçador. Seu braço continuava sangrando mesmo enfaixado por um retalho de pano.
            Ao entardecer, o jovem Eleshy, que havia esperado ansioso perto do salão de cura durante o dia todo, viera, a saber, do ocorrido. Os caçadores haviam ido caçar perto das montanhas Ohdun. Estavam bem próximos do caminho que leva ao “cemitério dos gatos” quando uma névoa escura cobriu tudo ao redor deles. Todos se juntaram em circulo, um de costas para o outro e aguardaram em posição de combate. Foi quando de repente, do meio do nevoeiro, surgiu um silberiano montado num squala (Squala é um animal parecido com o avestruz porem com características reptilianas. Os silberianos treinam esses animais para serem montarias de combate). Seu corpo era flamejante como se tivesse em constante combustão. Ele veio em direção aos caçadores e seu rosto parecia estar em terrível agonia. Seu grito era uma voz suplicante e lamentosa, contudo, em sua mão estava uma espada de aço em brasa viva. Todos estavam pavorosos com a terrível aparição e somente quando a criatura desferiu um golpe no braço de Kwoshy é que eles despertaram para o ataque. As investidas da criatura se repetiram por varias vezes e nenhum golpe do grupo de caçadores parecia ferir a lamuriosa criatura. Nem mesmo as flechas certeiras de Washy, o ponta d’alma, pareciam surtir efeito.
            Ao cair à noite, no segundo período de Erius,Kwoshy feio a falecer consumido por uma febre demoníaca. A ferida por si só não parecia grave, mas os curandeiros disseram que forças maiores o haviam levado.
            Eleshy não pode deixar de notar o triste lamentar de Jéschy, a filha de Kwoshy. Eram ensinados a aceitarem a morte desde cedo, mas ninguém estava preparado para quando ela visitava sem o menor aviso. Principalmente em tempos de paz como aqueles dias.
Eleshy encontrou seu pai pensativo em cima de uma pedra no penhasco dos observadores. Eleshy viu que seu pai estava perdido em devaneios e não quis incomodar. Apenas sentou ao seu lado e ficou observando a vista diante deles que era fabulosa. A imensidão do mar revoltoso refletindo as duas luas produzindo um colorido vermelho-azulado em suas águas.
“_Era Nyglan, tenho certeza de que era... mas... não poderia... ou poderia?”Resmungou para si mesmo o pai de Eleshy.
_O que disse pai? Perguntou o filho preocupado.
_Não é nada meu filho. Filho..._dizia o pai respirando fundo como se tomasse folego para uma árdua tarefa. ...você conhece o templo de Cunomn certo?
_Claro pai. É onde o deus Cunomn, o observador, desce e nos traz moedas para a nossa economia prosperar e podermos compartilhar entre nós os frutos de nossos trabalhos de forma organizada. As primeiras moedas foram dadas aos sacerdotes de Cunomn para serem distribuídas para o povo sob a responsabilidade do chakar.
_Vejo que você prestou bastante atenção nas estórias do bom Jerlmy, hein?!
_As estórias dele são verdadeiras lições sobre nossa história. Ele fala de nossos antepassad...
_O bom Jerlmy nem sempre é fiel aos fatos... _interrompeu o pai.
...não o leve a mal. Em breve ele terá que fazer a jornada e nesses tempos de paz contar estórias é sua forma de aguardar o dia de sua última jornada.
...Você já viu uma arma de aço, filho?
_Já sim. Respondeu o jovem com tom animado como que revela uma proeza feita para seu pai. ...Certa vez vi uma caravana de homens de markden e alguns deles possuíam aquelas espadas brilhantes e afiadas.
_Pois bem. _disse o pai. Vou lhe contar uma história e quero que você guarde segredo sobre ela, tudo bem?
_Pode contar pai. Prometo que será segredo sagrado.
“_Bom, no principio de nosso povo, quando os primeiros silberianos povoaram as florestas de Goath, o único povo humano com o qual tínhamos contato eram os markden como tem sido até os dias de hoje. Embora aquela época fosse muito mais frequente. Os markdenos queriam explorar nossas terras e vendo eles que não permitiríamos nos fizeram uma proposta em troca de ouro prata e ferro. Eles nos ensinaram o poder de fundir metais.Contudo tal prática era muito perigosa para nós, pois tínhamos que manipular o fogo, nosso maior temor desde tempos imemoriais. Contudo apesar de não termos levado adiante a ideia de forjar itens de metal de maior tamanho, reunimos os mais corajosos entre nós e construímos o templo de Cunomn. Esses corajosos que foram reunidos se tornaram os primeiros sacerdotes de Cunomn, os forjadores de moedas. Foi assim por muitos anos e tem sido assim até os dias de hoje, mas foi com Nyglan, o ousado, que a história deixou uma trágica marca em nosso povo. 
Nyglan era um bom sacerdote de Cunomn. Forjava as mais belas moedas para o chakar. Contudo sua coragem e ousadia eram conhecidas por todos. Chegava a ser loucura. Nyglan até tentou conseguir autorização do chakar para forjar armas de metal. Pregava para todos os avanços e as maravilhas do metal fundido. Com a recusa do chakar Nyglan o desafiou para um duelo. Os outros chakars, vendo que era uma rivalidade pessoal, consentiram o combate e juraram não interferir.
O combate foi no vale da vitória, aos pés da montanha Organ. O chakar portava seu machado de osso e Nyglan, surpreendendo a todos apareceu com uma lamina markdena, feita em aço genuíno. Nyglan venceu o chakar matando-o com um golpe certeiro na cabeça.
Naquela mesma noite, investido dos poderes políticos de chakar, ordenou a criação de uma forja maior no templo de Cunomn. Quando a forja ficou pronta ele deu inicio ao seu empreendimento. O fogo crestava as paredes do salão. O calor amedrontava os outros sacerdotes, mas nos olhos de Nyglan, uma obsessão louca brilhava. O metal enrijecido logo começou a derreter como gelo ao brilho forte de Álax ao nascer do dia. Nyglan não percebeu quando uma pequena fagulha levantou-se ao movimentar do vento e caiu sobre seu ombro. A pequena fagulha chamuscou seu pelo e logo alastrou sobre seu corpo. Em desespero, Nyglan derrubou o equipamento da forja e o fogo ateou rapidamente pelo salão. Os sacerdotes fugiram amedrontados pelo fogo ignorando os gritos de desespero de Nyglan. Logo todo o templo estava em chamas propiciando um cenário de terror para todo o povo que observava de longe. Quando menos se esperava, Nyglan saiu de dentro do templo em chamas, correndo com o corpo todo coberto pelo fogo, e gritando palavras inteligíveis, abriu caminho por entre a multidão correndo em direção à floresta. Em seu caminho deixou um rastro de fogo que se espalhou por grande parte da mata queimando muito da vegetação ao redor. O corpo de Nyglan jamais foi encontrado. Ao término do incêndio, os sacerdotes decidiram morrer em ritual para por fim a vergonha de terem fugido do templo. Todos respeitaram suas decisões.”
O jovem silberiano olhava para seu pai com olhos regalados...
_Quando aquela criatura apareceu..._falava o pai. ...por um momento eu pensei estar diante de Nyglan. O mesmo Nyglan do qual ouvi falar em minha juventude.
_Será pai? _perguntou o jovem Eleshy.
_Acredito que seja só um devaneio meu, meu filho. Amanhã irei junto com o grupo de guerreiros e investigaremos o ocorrido.
Os dois agora fitavam o mar revolto no horizonte.
_Pai?...
_Sim, filho...
_Tome cuidado!
_Pode deixar meu filho.




 FIM.
Por Fabiano Enoque

 Caçador de Silber-Gor
Custos: 3 pts. de Aprimoramento, 320 pts. de Perícia.
CON 11-17, FR 11-19, DEX 16-22, AGI 17-23, INT12-16,WILL
12-18, CAR 09-15, PER 14-18.
Ataques [2], IP 0, (ou de armadura de couro [2]), PV11-21.
Perícias: Camuflagem35%,Disfarce 20%, Esquiva 25%, Escutar30%, Montarias 15%, Rastreio 35%, Armadilhas 35%,Furtividade 40%, liderança 30%, Sobrevivência (selva) 55%, Intimidação 30%, herbalismo 20%.
Espada de osso30/30, Arco40/_, Rede de caça35/_.Faca 20/20.
Garras30/10dano1 D3+bônus

Aprimoramentos: Medo de fogo (negativo); -1pt. Senso de direção; 1p ;Sentidos aguçados (visão e audição); 2pts. Pontos heroicos; 3pts.