segunda-feira, 23 de junho de 2014

Vladislav Bjorch

                                           Por Enrike Saint

Morte. Eu vejo o fim para tudo o que eu olho... sinto a fragilidade e o quanto é efêmero a tentativa de continuar sobrevivendo. Não há vida, apenas uma tentativa caótica em busca de mais um fôlego, mais um dia, mais uma vida... mais, mais, mais... e no final, o fim. A morte é o sentido de tudo.

Eu me lembro de poucas coisas, lembro-me de minha mãe tecendo a cesta sob a árvore que ficava atrás de casa, antes que meu pai me chamasse para vê-lo dar manutenção em sua arma: meu pai era um soldado real de Hellin-Odel até ficar velho demais para lutar.

Naquele dia, eu havia ido até o riacho, além do campo, buscar água limpa; mas, demorei mais tempo naquele lugar... eu fiquei curioso com tantos peixes mortos boiando na água... na margem, formigas adentravam e saiam entre os buracos resultantes daquele peixe em putrefação. Não sei quanto tempo fiquei ali, mas algo me tirou daquele transe e voltei pra casa... queria nunca ter voltado.

Meus pais estavam mortos. Assassinados. Não havia indícios de luta, nem de destruição; a janela continuava aberta, e havia brasas ainda no forno... a espada de meu pai estava sob a mesa e minha mãe estava deitada sob a mesma árvore.

Já era de madrugada, quando chegou à patrulha da vila e me tirou daquele lugar. Eu não derramei uma lágrima sequer, nem quando tomaram as terras que eram minhas por direito e nem quando esbofetearam meu rosto exigindo um sorriso que eu não sabia mais como fazer.


Cresci mais do que as outras crianças. Minha falta de emoção talvez tenha sido canalizada para a minha força acima da média, não sei... mas foi o mestre Andivari que me deu um novo sentido de viver: me acolheu entre seus pupilos, disciplinou na esgrima meus punhos inflexíveis e me ensinou a filosofia dos povos do norte...

Mas eu vi o fim. A morte me persegue. E minha visão turva me desviou dos caminhos de Andivari. Mas, meu mestre, não desistiu. Ele me convenceu a partir em uma jornada e deixar a vida comum de lenhador. Eu fui.

Eu vi a morte. A morte me persegue por onde é que eu vá. Morte. Eu vejo o fim para tudo o que eu olho...
E assim começa minha nova jornada.





Vladislav
Guerreiro_ Nível_2_

CON 14, FR 18, DEX 17, AGI 11, INT 10, WILL 11, CAR 09, PER 12.
Ataques [1], IP 3, (cota de malha), PV 18.
Perícias: Arrombamento 27%, Montarias 41%, Rastreio 42%, Armadilhas 32%,Camuflagem 29%, Herbalismo 40%, História 35%,Furtividade 40%,
Liderança 30%%, Sobrevivência (selva)15% (Montanha) 20%,
 Intimidação 46%, 
Espada Longa 55/35, Dano 1D10+2(Bônus de Força). 
 Escudo 0/50
 Briga 35/30

Aprimoramentos:
 Pontos Heroicos 4;  Caçador de Criaturas Malignas 2; Mania de Perseguição -1 .


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